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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A VOZ DO SILÊNCIO


"Se a tua Alma sorri ao banhar-se ao sol da tua vida; se a tua Alma canta dentro da sua crisálida de carne e de matéria; se a tua Alma chora dentro do seu castelo de ilusão; se a tua Alma se esforça por quebrar o fio de prata que a liga ao Mestre; sabe, ó discípulo, que a tua Alma é da terra. 
Quando ao tumulto do mundo a tua Alma que desabrocha dá ouvidos; quando à voz clamorosa da grande ilusão a tua Alma responde; quando se assusta ao ver as lágrimas quentes da dor, quando a ensurdecem os gemidos da angústia, quando a Alma se retira, como a tartaruga tímida, para dentro da concha da personalidade, sabe, ó discípulo, que do seu Deus silencioso a tua Alma é um sacrário indigno.
Quando, já mais forte, a tua Alma vai saindo do seu retiro seguro; quando, deixando o sacrário protetor, estende o seu fio de prata e avança; quando, ao contemplar a sua imagem nas ondas do espaço, ela murmura, 'Isto sou eu' - declara, ó discípulo, que a tua Alma está presa nas teias da ilusão. 
Esta terra, discípulo, é a sala da tristeza, onde existem, pelo caminho das duras provações, armadilhas para prender o teu Eu na ilusão chamada 'a grande heresia'. Esta terra, ó discípulo ignaro, não é senão a triste entrada para aquele crepúsculo que precede o vale da verdadeira luz - essa luz que nenhum vento pode apagar, e que arde sem óleo nem pavio."

(H. P. Blavatsky, A Voz do Silêncio, Ed. Teosófica, p. 92-95)

domingo, 9 de março de 2014

DISCERNIMENTO


DISCERNIMENTO

É do botão da renúncia da sua própria personalidade que nasce o fruto doce da libertação final.

Condenado a perecer é aquele que por medo de Mara deixa de auxiliar os homens, receando agir em proveito próprio.

O peregrino que quer refrescar os seus membros lassos em águas correntes, mas não mergulha por medo à corrente, arrisca-se a morrer de calor.

A inação baseada no medo egoísta não pode dar senão mau fruto.
O devoto egoísta vive inutilmente. Vive em vão o homem que não realiza na vida a obra para que nasceu.”

H. P. B. – A Voz do Silêncio

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

CONVICÇÃO


CONVICÇÃO

“Longa e fatigante é a senda ante ti, ó discípulo. Um único pensamento a respeito do passado que abandonaste puxar-te-á para baixo, e terás novamente de começar a ascensão.”

A Voz do Silêncio