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domingo, 1 de julho de 2018

OLHOS DO ESPÍRITO


"Ler no sentido oculto, é ler com os olhos do espírito. Pedir é sentir a fome interior - o anseio da aspiração espiritual. Ser capaz de ler significa haver obtido, até um certo ponto, o poder de satisfazer essa fome. Quando o discípulo está pronto para aprender, então ele é aceito, recebido e reconhecido. Assim deve ser, pois ele acendeu sua lâmpada e ela não pode ser escondida. Porém, aprender é impossível até que a primeira grande batalha tenha sido ganha."

COLLINS, Mabel. "Luz no Caminho" (p. 65 e 66) Ed. Teosófica. 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

ESCUTA A CANÇÃO DA VIDA



"Procura-a e escuta-a primeiro em teu próprio coração. A princípio talvez digas: 'Não consigo encontrá-la; ao procurar encontro apenas discórdia'. Procure mais fundo. Se ficares de novo desapontado, detém-te e busca mais fundo ainda. Existe uma melodia natural, uma fonte oculta em todo coração humano. Pode estar oculta e completamente escondida e silenciada - mas lá está. Na própria base da tua natureza encontrarás fé, esperança e amor."

COLLINS, Mabel. "Luz no Caminho" (p. 79) Ed. Teosófica.

quinta-feira, 8 de março de 2018

O CAMINHO E ESPIRITUALIDADE


 "Cada homem é para si próprio absolutamente o caminho, a verdade e a vida. Mas isso só se torna real quando ele domina firmemente sua individualidade e, pela força de sua vontade espiritual desperta, reconhece esta individualidade não como ele próprio, mas como algo que com sofrimento criou para seu próprio uso e por meio do qual se propõe, à medida que seu crescimento lentamente desenvolve sua inteligência, a alcançar a vida além da individualidade. Quando ele descobre que para isso existe a sua maravilhosa e complexa vida separada, então, na verdade, e somente então, ele estará no caminho."

COLLINS, Mabel. "Luz no Caminho" (p. 52 e 53) Ed. Teosófica.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

OUVIR A VOZ DO INTERIOR

 "Ouvir a Voz do Silêncio é compreender que do interior vem a única orientação verdadeira: ir à Sala de Aprendizagem é entrar no estado em que o aprendizado se tonar possível. Então muitas palavras estarão ali escritas para ti, e escritas em letras de fogo para que leias com facilidade. Porque, quando o discípulo está pronto, o Mestre também está pronto."

COLLINS, Mabel. "Luz no Caminho" (p. 74). Ed. Teosófica.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

LUZ NO CAMINHO


"É interessante que naquela maravilhosa língua que é o sânscrito a palavra que significa verdade é táttva e a sua tradução literal é 'a natureza do que é, o estado de ser'. E isto é que é o presente. De acordo com certos ensinamentos budistas, cada momento se mantém por si próprio, não existe continuidade entre momentos, a não ser no nosso pensamento. Já que nós criamos continuidade dentro de nossas próprias cabeças, nós não vemos o que, na realidade, existe ali. No estado de ser do momento, aquele momento que não tem dimensão, não tem tempo, o eterno existe; mas no presente, onde existem as memórias do passado, as comparações que vêm do passado, as imaginações a respeito do futuro e o futuro em relação com o presente, neste tipo de presente obscuro, o tempo não existe. Assim está dito: 'Não vivas no presente nem no futuro, mas sim no eterno'. Ali não pode florescer esta erva gigantesca; a própria atmosfera do pensamento eterno apaga esta mancha da existência."

(Radha Burnier, Palestra sobre Luz no Caminho na XI Escola de Verão - Brasília - Janeiro de 1990)

domingo, 14 de maio de 2017

LUZ NO CAMINHO



"A intuição significa a mente purificada; a mente iluminada sobre toda autoilusão e engano. A mente purificada significa uma mente harmônica, que está em harmonia com toda a vida. A intuição ou olho interno envolve isso e muito mais do que isso. E, portanto, a intenção do Mestre é despertar a intuição ou a percepção interna do discípulo. Eis por que ele não dá instruções longas, mas sim poucas sentenças; e é trabalho do discípulo fazer o esforço para descobrir o imenso significado de cada sentença. Encontramos o mesmo método adotado nos Sutras de Patanjali, na Ioga e outros similares. As sentenças, cada frase, podem ser difíceis de ser entendidas ou talvez pareçam muito simples. E elas podem ser simples, mas são muito ricas em significado. E o discípulo é chamado a fazer o máximo para encontrar o significado total da sentença. 
As regras em Luz no Caminho são desse tipo."

(Radha Burnier, à obra Luz no Caminho na XI Escola de Verão - Brasília - Janeiro de 1990.)

segunda-feira, 8 de maio de 2017

LUZ NO CAMINHO


"Se vocês lerem A Voz do Silêncio, existe lá uma lista de qualificações necessárias para se percorrer o Caminho. Uma delas é 'vírya', que H.P.B. traduz como energia indomável. É dito que uma pessoa que percorre o Caminho deve ser como um alpinista, que diz: 'eu atinjo o topo da montanha ou, então, morrerei'. O Caminho é árduo e muito inclinado. Ele pode ser rochoso e perigoso. Mas ele tem a forte determinação de seguir adiante. Por isso deve haver essa grande determinação e energia. Mas não deve haver nenhuma ambição nessa energia. Ambição significa dizer 'eu quero isso para mim; eu quero atingir o topo; eu quero alcançar, eu quero tornar-me algo'. Será que pode haver energia sem esse 'eu'?"

(Radha Burnier, Luz no Caminho na XI Escola de Verão - Brasília - Janeiro de 1990)

sexta-feira, 5 de maio de 2017

LUZ NO CAMINHO


"Com frequência, olhamos para alguma coisa sob um ângulo apenas. Não com relação aos ensinamentos, mas com relação a tudo. Imaginem que contatemos uma outra pessoa e olhemos um lado dessa pessoa. Mas a pessoa pode ser muito diferente daquilo que nós vemos, pois existem nela muitos elementos ocultos. Quando olhamos apenas para um lado, nunca entenderemos a realidade completa da pessoa. Por isso uma outra parte dessa disciplina é aprender a olhar de todos os ângulos. Quando dizemos todos os ângulos, também queremos dizer a profundidade daquilo que está diante de nós, pois em toda parte da vida existe um lado oculto. Se olharmos para uma folha, lá fora, o que vemos com nossos olhos não é apenas a folha. Existe algo oculto lá, também. Mas quando pensamos que já conhecemos a folha porque vimos uma parte dela, caímos na ilusão de que já a conhecemos, o que, então, nos fecha a porta para a verdade que existe sobre essa folha. 
Isso é verdadeiro para qualquer ensinamento. Quando o instrutor fala podemos pensar que sabemos. Mas não devemos cair nesse erro. Não podemos saber o que o instrutor diz ou o que ele sabe por que a sua consciência está num nível diferente. Por isso temos que manter a mente aberta para penetrar cada vez mais no sentido. Tudo isso é parte do esforço que o discípulo deve fazer. E quando ele passa a fazê-lo, começa a ver com o olho interno da intuição."

(Radha Burnier, XI Escola de Verão - Brasília - Janeiro de 1990.)

terça-feira, 2 de maio de 2017

LUZ NO CAMINHO



"Luz no Caminho é uma expressão muito antiga dada àqueles que querem trilhar o Caminho. Na introdução ao livro, C. W. Leadbeater cita que ele foi traduzido para o grego, há muito tempo, por um dos Mestres de Sabedoria, o qual deu algumas explicações para aquelas regras que eram as  instruções originais. A essas instruções originais foram adicionadas mais notas por outro Adepto que as ditou em inglês. O livro, como nós o conhecemos, contém todos esses três elementos, que são: as regras simples, porém difíceis, as explicações de um dos Adeptos e as notas posteriores de outro Adepto. No início, foi escrito para aqueles que ignoram a Sabedoria Oriental, pois as regras originais eram usadas por discípulos do Caminho, no Oriente. Era uma prática muito comum no Oriente dar instruções através de sentenças muito curtas, visto não ser proposta do Mestre acumular na cabeça do discípulo instruções e informações, mas, sim, sugerir alguns pontos sobre os quais ele próprio poderia ponderar, porque o discípulo deve despertar nele mesmo a percepção espiritual. E isto não surge, de forma alguma, através do recebimento de instruções, de palavras do Mestre e da repetição delas, mas sim, através da penetração profunda no significado das palavras. Isso exige um esforço muito grande da parte do discípulo. E o primeiro esforço é o de escutar com o coração totalmente dedicado."

(Radha Burnier, XI Escola de Verão - Brasília - Janeiro de 1990.)