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domingo, 9 de abril de 2017

EQUILÍBRIO


“No processo de estarmos ansiosos por aprender, nós sempre teremos de ter um certo senso de humor, sempre sermos capazes de rir de nós mesmos, e sempre sermos capazes de separar de um lado as coisas que têm real importância e, do outro, as coisas que não têm importância nenhuma. Em outra palavra, equilíbrio. Equilíbrio na determinação, equilíbrio no desejo e equilíbrio no esforço. E vocês vão sentir, ao passo que avançam, que a questão não é tanto o fato de estar ansioso por aprender, mas que nos falta o equilíbrio que traz perfeita harmonia entre aprendizado e as nossas ações.”

(Jiddu Krishnamurti, Rumo ao Discipulado, Ed. Teosófica)

domingo, 26 de março de 2017

O PENSAMENTO


“O pensamento gera o medo, bem como o prazer; ambos são dependentes do tempo. O pensamento, pois, cria essa moeda de duas faces - prazer e dor: medo. Que se pode então fazer? Endeusamos o pensamento, que assumiu desmedida importância, e pensamos que, quanto mais sagaz ele seja, tanto melhor a sua qualidade. No mundo dos negócios, no mundo religioso, no mundo doméstico, o pensamento é utilizado pelo intelectual que gosta de usar essa moeda, de tecer grinaldas de palavras. Rendemos honras aos intelectuais que, em seu pensar, maneja as palavras com habilidade. Ora, o pensar é responsável pelo medo e pela coisa que chamamos prazer.”


(Jiddu Krishnamurti, Por que não podemos viver em paz?, Revista TheoSophia, Publicação da Sociedade Teosófica)

terça-feira, 14 de março de 2017

DOAÇÃO


“Todos nós temos amor e afeição; todos nós temos isso de algumas forma oculta. Nós também temos a devoção e a reverência que nos faz amar, admirar e desejar seguir. Todos nós temos uma certa medida disso, e se nós damos esses sentimentos ao Mestre, também devemos ser capazes de dá-los a todos à nossa volta. Não é tanto que Ele exija de nós tais sentimentos, mas que nós não conseguimos evitar dar-Lhe nossa devoção e reverência; e de modo análogo, nós não conseguimos evitar dar às outras pessoas nosso amor e afeição depois. Quando a gente vê uma coisa maravilhosa, por exemplo, nosso impulso imediatamente é compartilhar com os outros a alegria que sentimos em nós mesmos. Vocês e eu temos esses sentimentos reprimidos. Eles precisam ser liberados. Se formos capazes de fazer isso, não precisaremos de mais nada. Nós já estaremos lá, no topo da montanha.”

(Jiddu Krishnamurti, Rumo ao Discipulado, Ed. Teosófica)