Mostrando postagens com marcador Krishinamurti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Krishinamurti. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

AUTOCOMPAIXÃO

 "Como vedes, não podeis depender de ninguém. Não há guia, não há instrutor, não há autoridade. Só existe vós, vossas relações com outros e com o mundo, e nada mais. Quando se percebe esse fato, ou ele produz um grande desespero, causador de pessimismo e amargura; ou, enfrentando o fato de vós e ninguém mais sois o responsável pelo mundo e por vós mesmos, pelo que pensais, pelo que sentis, pela maneira como agis, desaparece de todo a autocompaixão."

KRISHNAMURTI, J. "A busca do homem" (p. 51 e 52) Revista Theosophia, Jul/Ago/Set - 2018.

sábado, 9 de setembro de 2017

A RAIZ DE TODO O MEDO

"O anseio de se tornar causa medo. Ser, alcançar e depender também geram medo. O estado de ausência de medo não é a negação, não é o oposto do medo nem é coragem. Quando se entende a causa do medo, ele cessa. Não se trata de tornar-se corajoso, porque em tudo o que se torna há a semente do medo. A dependência de coisas, de pessoas ou de ideias gera medo. A dependência nasce da ignorância, da ausência de autoconhecimento, da pobreza interior. O medo causa incerteza na mente e no coração, impedindo a comunicação e o entendimento.
Mediante a autoconsciência começamos a descobrir e, assim, a compreender a causa do medo, não apenas a superficial, mas os profundos medos causais e acumulativos. O medo pode ser tanto inato quanto adquirido, está relacionado ao passado, e para libertar dele o pensamento-sentimento, o passado deve ser compreendido por meio do presente. O passado está sempre querendo dar origem ao presente, tornando-se a memória identificadora do 'eu' e do 'meu'. O self é a raiz de todos os medos."


(Krishnamurti - O Livro da Vida - Ed. Planeta do Brasil Ltda., São Paulo, 2016 - p. 110)
Fonte:chavesparaasabedoria.blogspot.com.br

quarta-feira, 5 de julho de 2017

MEDITAÇÃO

"Meditação não é um meio para um fim; não existe um fim, uma chegada; é um movimento no tempo e fora do tempo. Todo sistema, todo método, vincula o pensamento ao tempo; mas a atenção sem escolha a todo pensamento e sentimento, compreendendo-lhes os motivos e o mecanismo, o que lhes permite florescer, é o começo da meditação. A meditação é um movimento que transcende o tempo, quando o pensamento e sentimento florescem e morrem. Nesse movimento há êxtase; no vazio total existe amor; e quando há amor, há destruição e criação.
Meditação é aquela luz na mente que ilumina o caminho para a ação e, sem essa luz, não há amor."

(Krishinamurti, Meditations)

domingo, 18 de junho de 2017

A NATUREZA DA ARMADILHA

"A tristeza é resultado de um choque, é o abalo temporário de uma mente que estava calma, que havia aceitado a rotina da vida. Algo acontece - uma morte, a perda de um emprego, o questionamento de uma crença acalentada - e a mente fica perturbada. Mas o que torna uma mente perturbada?
A mente encontra uma maneira de ficar novamente tranquilizada: refugia-se em outra crença, em um emprego mais seguro, em um novo relacionamento. No entanto, novamente a onda da vida a atinge e abala sua segurança. Mas a mente logo encontra outra defesa, e assim ela prossegue. Esse não é o caminho da inteligência, é?
Nenhuma forma de compulsão externa ou interna vai ajudar, concorda? Toda compulsão, ainda que sutil, é resultado da ignorância, nasce do desejo de recompensa ou do medo da punição. Entender toda a natureza da armadilha é estar livre dela - nenhuma pessoa, nenhum sistema, nenhuma crença pode libertá-lo. A verdade é o único fator libertador. Mas você tem de ver por si mesmo, e não ser persuadido. Você tem de partir em uma viagem por um mar desconhecido."

(Krishnamurti - O Livro da Vida - Ed. Planeta do Brasil Ltda., São Paulo, 2016 - p. 233)
Fonte: http://chavesparaasabedoria.blogspot.com.br/2017/04/a-natureza-da-armadilha.html

sábado, 3 de junho de 2017

AUTOCONHECIMENTO


"São tão colossais os problemas do mundo, tão extremamente complexos, que para compreendê-los e resolvê-los temos de estudá-los de maneira muito simples e direta; e a simplicidade, a ação direta não depende de circunstâncias exteriores nem de nossos preconceitos e caprichos pessoais. Como tenho apontado, a solução não se encontra em conferências e em projetos, nem na substituição de velhos por novos líderes, etc. A solução encontra-se evidentemente no criador do problema, no criador de malefícios, do ódio e da enorme incompreensão existente entre os seres humanos. O criador deste mal, destes problemas, é o indivíduo, vós e eu, não o mundo, tal como o concebemos. O mundo são vossas relações com outrem, não é uma coisa separada de vós e de mim; o mundo, a sociedade, são as relações que estabelecemos ou procuramos estabelecer entre nós."

(Krishnamurti, A Primeira e Última Liberdade, Ed. Cultrix)

domingo, 23 de abril de 2017

DISCERNIMENTO


“Precisas distinguir entre a verdade e a falsidade; tens de aprender a ser verdadeiro em tudo, em pensamento, palavra e ação. 
Primeiro em pensamento; e isto não é fácil, pois há no mundo muitos pensamentos falsos, muitas superstições insensatas, e ninguém que estiver escravizado por eles poderá fazer progresso. Portanto, não deves acolher um pensamento simplesmente porque muitas outras pessoas o acolhem, nem porque se tenha acreditado nele por séculos, nem porque esteja escrito em algum livro que os homens julguem ser sagrado; tu tens de pensar sobre a questão por ti mesmo, e julgar por ti mesmo se ela é razoável. Lembra-te que, embora um milhar de homens concorde sobre um assunto, se eles não souberem nada sobre aquele assunto a sua opinião não tem valor. Aquele que quiser trilhar a Senda tem de aprender a pensar por si mesmo, porque a superstição é um dos maiores males do mundo, um dos grilhões dos quais, por ti próprio, deves te libertar completamente.”

(Krishnamurti, Aos Pés do Mestre, Ed. Teosófica, pg. 32)

quarta-feira, 19 de abril de 2017

A COMPREENSÃO DE MIM MESMO


“Não é, pois, um fato evidente que aquilo que eu sou, nas relações com meus semelhantes, cria a sociedade e que, se eu não me transformar radicalmente, não pode haver transformação alguma da função essencial da sociedade? Quando dependemos de um sistema, para a transformação da sociedade, estamos simplesmente evitando o problema, porquanto sistema algum pode transformar o homem; o homem sempre transforma o sistema, como prova a História. Enquanto eu não compreender a mim mesmo, em minhas relações convosco, sou eu a causa do caos, da miséria, da destruição, do medo, da brutalidade. A compreensão de mim mesmo não depende do tempo; posso compreender-me neste momento exato. A compreensão existe agora, não amanhã.”

(Krishnamurti, A primeira e Última Liberdade)

sábado, 15 de abril de 2017

A FUNÇÃO DO INTELECTO


“Não sei se você já considerou sobre a natureza do intelecto. O intelecto e suas atividades são corretos em certo nível, não são? Mas quando o intelecto interfere com aquele sentimento puro, a mediocridade se instala nele. Conhecer a função do intelecto e estar consciente desse sentimento puro, sem deixar os dois se misturarem e se destruírem um ao outro, requer uma consciência muito clara, muito aguda…
Por isso a função do intelecto é sempre investigar, analisar, buscar. Mas como queremos ser interior e psicologicamente seguros (porque temos medo, somos ansiosos em relação à vida), chegamos à alguma forma de conclusão com a qual ficamos comprometidos. De um compromisso passamos à outro, e eu digo que tal mente, tal intelecto, sendo escravos de uma conclusão, deixaram de pensar, de investigar.”

(Krishnamurti, O Livro da Vida)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

VOCÊ E EU SOMOS O PROBLEMA, NÃO O MUNDO


“O mundo não é algo separado de você e de mim. O mundo, a sociedade, é o relacionamento que estabelecemos ou buscamos estabelecer uns com os outros. Então você e eu somos o problema, e não o mundo, porque o mundo é a projeção de nós mesmos, e para entendê-lo precisamos entender a nós mesmos. Esse mundo não é separado de nós. Nós somos o mundo, e nossos problemas são os problemas do mundo.”

(Krishinamurti, O Livro da Vida, Ed. Planeta do Brasil, pg. 99)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

MEDITAÇÃO



"Meditação é trabalho árduo. Exige a mais alta forma de disciplina - que não é conformação, imitação ou obediência - mas disciplina que vem da constante atenção, não só para as coisas externas à sua volta, mas também as internas. Portanto, a meditação não é uma atividade de isolamento, mas ação na vida diária que exige cooperação, sensibilidade e inteligência. Sem lançar as bases de uma vida correta, a meditação se torna uma fuga e, portanto, sem valor. Uma vida correta não é seguir a moralidade social, mas libertar-se da inveja, da cobiça e da busca de poder - todas gerando inimizade. A libertação dessas coisas não vem pelo exercício da vontade, mas tomando consciência delas pelo autoconhecimento. Sem o conhecimento das atividades do eu, a meditação se torna estimulação dos sentidos e, portanto, de muito pouco significado."

(J. Krishnamurti, Meditations)

terça-feira, 18 de outubro de 2016

AUTOCONHECIMENTO


“São tão colossais os problemas do mundo, tão extremamente complexos, que para compreendê-los e resolvê-los temos de estudá-los de maneira muito simples e direta; e a simplicidade, a ação direta não depende de circunstâncias exteriores nem de nossos preconceitos e caprichos pessoais. Como tenho apontado, a solução não se encontra em conferências e em projetos, nem na substituição de velhos por novos líderes, etc. A solução encontra-se evidentemente no criador do problema, no criador de malefícios, do ódio e da enorme imcompreensão existente entre os seres humanso. O criador deste mal, destes problemas é o indivíduo, vós e eu, não o mundo, tal como o concebemos. O mundo são vossas relações com outrem, não é uma coisa separada de vós e de mim; o mundo, a sociedade, são as relações que estabelecemos ou procuramos estabelecer entre nós.”

(krishnamurti. A Primeira e Última Liberdade, Cultrix, pg.38)