Mostrando postagens com marcador Swami Prabhavananda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Swami Prabhavananda. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de fevereiro de 2019

MISERICÓRDIA


“Ser misericordioso é condição necessária para que possamos receber a verdade de Deus. A Inveja, o ciúme, o ódio – eis algumas das fraquezas universais inatas no homem. Estão ligadas ao nosso sentimento do eu que provém da ignorância. Como faremos para superá-las? Erguendo uma onda oposta de pensamento. Quando alguém é feliz, não devemos invejá-lo; devemos procurar concretizar nossa amizade e união e sermos felizes com ele. Quando alguém é infeliz, não devemos ficar alegres com isso: devemos sentir simpatia e ser misericordiosos. Quando uma pessoa é boa, não devemos invejá-la. Se for má, não a odiemos. Sejamos indiferentes ao malvado. Qualquer pensamento de ódio, mesmo o assim chamado “ódio justo” ao mal, despertará uma onda de ódio e de maldade em nossas próprias mentes, aumentando nossa ignorância e inquietação. Não podemos pensar no Senhor, ou amá-lo, enquanto subsistir essa onda de pensamento. Se desejarmos encontrar Deus, precisamos assemelhar-nos a Deus na misericórdia.”
(Swami Prabhavananda – O Sermão da Montanha segundo o Vedanta )


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE...




"As pessoas verdadeiramente espirituais jamais planejam: “Vou fazer isto, vou fazer aquilo.” Tendo submetido o ego a Deus, seu primeiro pensamento é: “Se for a vontade do Senhor...” Sua humildade resulta da constatação de que Deus e seu poder operam através de nós – de que Deus é o autor e nós seus instrumentos (...). “Não eu, não eu, mas tu, Senhor!” Quanto mais nos firmamos nesta ideia, tanto mais renunciamos ao pensamento do próprio eu, maior será a nossa conquista de paz.”
(Swami Prabhavananda – O Sermão da Montanha segundo o Vedanta)


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A MENTE PURA



"Façam suas mentes funcionarem como a bússola do marinheiro. Não importa para onde o navio se dirija, a bússola sempre apontará para o norte e o manterá no rumo. Tenham a mente sempre em Deus e seu barco navegará em águas tranquilas. Quem age dessa forma jamais perde a fé e a devoção, mesmo quando é atirado num ambiente hostil. No momento em que ouve falar de Deus, fica louco de alegria. Um fragmento de sílica pode permanecer debaixo da água por mil anos, mas, ainda assim, se for tirado da água e sofrer atrito, produzirá faíscas.
Assim como a folha seca levada pelo vento, o homem cujo único ideal é Deus sente-se feliz em permanecer onde o Senhor o colocar. Não tem vontade própria nem desejos, é capaz de viver no mundo e, simultaneamente, mergulhar no oceano do conhecimento e da bem-aventurança.
A mente pura é como um fósforo seco que se acende no exato momento em que é riscado. Se estiver úmido, porém isso não acontecerá. Da mesma forma, se a mente ficar saturada de pensamentos mundanos, será extremamente difícil recuperar sua antiga pureza."

( Swami Prabhavananda e Swami Vijoyananda, O Eterno Companheiro – Ed. Vedanta, São Paulo - pg. 282/283)




quinta-feira, 12 de outubro de 2017

AS FACULDADES PSÍQUICAS


“As faculdades psíquicas constituem grandes armadilhas nas quais muitos aspirantes espirituais sinceros se perderam. Sem a misericórdia divina é impossível sair desse abismo.
Quanta gente acredita que poderes psíquicos e vida religiosa são coisas idênticas! Meu conhecimento pessoal me permite afirmar que a grande maioria das pessoas que se afastou de suas respectivas religiões pratica ou admira os poderes psíquicos como coisas espirituais. Quem os utiliza comete um erro ainda maior, principalmente no caso das curas físicas. (...)
Não há dúvida de que existem temperamentos nos quais os poderes psíquicos se desenvolvem facilmente. Os verdadeiros atributos da vida espiritual, porém, são a veracidade, a abnegação e a fé perene na existência de Deus."

(Swami Prabhavananda e Swami Vijoyananda - O Eterno Companheiro - Ed. - p. 47)

sábado, 11 de junho de 2016

A AÇÃO E SUA RECOMPENSA


“Na karma ioga, a vida toda do devoto se converte num ritual contínuo, já que cada ação é executada, não com a esperança de ganho ou de vantagem pessoal, mas como uma adoração. Dedicar os frutos do trabalho a Deus é trabalhar sem apegos. Importa que não demos azo ao orgulho e à vaidade, se os resultados de nosso trabalho forem favoráveis e ganharem elogio público. Por outro lado, havendo feito o melhor, não nos devemos desesperar, caso nosso trabalho produza resultados decepcionantes, ou seja criticado asperamente, ou totalmente desprezado. Muitos homens e mulheres talvez empenhem o melhor de suas qualificações, e com a maior das dedicações; mas, se o seu ideal carece da união com Deus, ser-lhes-á quase impossível não caírem no desespero, caso percebam perdida a sua causa, e que toda a sua vida resultou em nada. Só o devoto de Deus não precisa jamais desesperar-se por haver renunciado aos frutos da ação. Ele tem a sua recompensa - o próprio Deus.” 

(Swami Prabhavananda - O Sermão da Montanha Segundo o Vedanta - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 84/86)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

A AÇÃO E SUA RECOMPENSA


“Na karma ioga, a vida toda do devoto se converte num ritual contínuo, já que cada ação é executada, não com a esperança de ganho ou de vantagem pessoal, mas como uma adoração. Dedicar os frutos do trabalho a Deus é trabalhar sem apegos. (...)Para muitas pessoas, desapego significa indiferença, preguiça, fatalismo. Na verdade, desapego é o extremo oposto da indiferença. É uma virtude positiva, nascida do apego a Deus. De fato, o seguidor da karma ioga precisa estar intensamente apegado ao seu trabalho enquanto o executa. Toda a sua mente precisa estar concentrada em cumpri-lo perfeitamente, uma vez que ele há de ser oferecido como adoração. Entretanto, ele precisa estar apto a desapegar-se a qualquer momento. Pela prática do desapego e do serviço desinteressado, o devoto se liberta da roda da causa e efeito, da ação e recompensa - e ganha o Infinito."

(Swami Prabhavananda - O Sermão da Montanha Segundo o Vedanta - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 84/86)

quinta-feira, 31 de março de 2016

PERDOAR


"Enquanto não nos firmamos na virtude do perdão, não alcançaremos pureza de coração que nos propicia a visão de Deus. A prática do perdão é, pois, de importância fundamental para o aspirante à espiritualidade. (...) Por que é difícil para a maioria de nós seguir o ensinamento do perdão? Porque quando alguém nutre inimizade por nós reagimos, sentindo-nos feridos. E o que fica mais ferido? O ego. O perdão talvez seja a maior de todas as virtudes, pois, se podemos perdoar realmente aos homens os seus abusos, colocamo-nos acima do ego, que nos impede a visão de Deus."

(Swami Prabhavananda - O Sermão da Montanha Segundo o Vedanta - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 105/106)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

BEM-AVENTURADOS OS POBRES EM ESPÍRITO, PORQUE DELES É O REINO DOS CÉUS


"Nesta primeira bem-aventurança, Cristo fala da principal característica que o discípulo precisa possuir, antes que esteja pronto para receber o que o mestre iluminado tem para lhe dar. Ele precisa ser pobre em espírito: noutras palavras, precisa ser humilde. Se uma pessoa orgulha-se do que sabe, da riqueza, da beleza ou da linhagem; se tem ideias preconcebidas do que seja a vida espiritual e de como deveria ser ensinada - então sua mente não está receptiva aos ensinamentos mais elevados. Lemos no Bhagavad Guita, o evangelho dos hindus:
‘As almas iluminadas que perceberam a verdade hão de instruir-te no conhecimento de Brahma (o aspecto transcendental de Deus), se tu te prostrares diante delas, as interrogares e as servires como um discípulo.’”

(Swami Prabhavananda - O Sermão da Montanha Segundo o Vedanta - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 21/22)

domingo, 8 de novembro de 2015

A BUSCA


“Todo mundo está à procura da felicidade. Ninguém gosta de sofrer. Mesmo assim, o homem iludido ignora Deus, fonte de toda felicidade, e corre atrás dos joguetes inúteis da vida. Se vocês desejam realmente a felicidade, joguem fora esses brinquedos e sintam anseio por Deus. Ele correrá para vocês e os tomará nos braços. Se desejam os brinquedos da vida, eles estão à sua disposição. Se quiserem Deus, vocês O encontrarão. O único propósito da vida é realizar Deus. Em primeiro lugar, vocês devem alcançá-Lo. Orem incessantemente. Despertem, mergulhem no oceano de néctar divino. Descubram os mistérios da vida e da morte e tornem-se imortais. Deus possui muitos nomes e formas, mas também pode ser sem forma. Não faz diferença o nome ou a forma pelo qual vocês O adoram, mas adorem-No. Entreguem-se totalmente à contemplação divina. Se a adoração for sincera, vocês serão abençoados com a visão de Deus. (...) Se após alguma luta não tiverem êxito em encontrar Deus, não percam o entusiasmo. Embora o oceano esteja repleto de pérolas preciosas, talvez vocês não consigam encontrá-las no primeiro mergulho. Tenham paciência e tentem meditar profundamente. No devido tempo, vocês certamente receberão a graça divina."

(Swami Prabhavananda e Swami Vijoyananda - O Eterno Companheiro – Ed. Vedanta, São Paulo - p. 281/282)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

A MENSAGEM DE JESUS SOBRE OS ENSINAMENTOS ESPIRITUAIS


"Não deis aos cães o que é santo, nem atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os seus pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. 

Neste ponto, Jesus diz aos apóstolos como eles devem ensinar a verdade de Deus. Adverte-os a terem discernimento, a pregarem apenas aos que estiverem preparados para receber e cumprir o ensinamento. Encontramos passagens paralelas nos textos do Vedanta. No Mundaka Upanishad lê-se: 'Que a verdade de Brahma seja ensinada apenas aos que obedecem à sua lei, que lhe são devotados e que têm a pureza de coração.' Igualmente, após transmitir a mensagem do Gita a Arjuna, Sri Krishna diz: 'É preciso que jamais digas esta santa verdade a ninguém que não tenha autocontrole e devoção, ou que despreze seu mestre e caçoe de mim.'
O verdadeiro guru não confia um preceito elevado a um homem sem espiritualidade, que possa interpretá-lo mal, empregá-lo de forma errada para justificar seus desejos mundanos ou ridicularizá-lo. Há certas condições que precisam ser cumpridas antes que alguém possa assimilar a verdade religiosa. É preciso que possua pureza, sede do conhecimento divino e perseverança. Quando aspirante e mestre estão devidamente qualificados, a vida espiritual torna-se frutuosa. Os Upanishads nos dizem que muitas pessoas, embora ouçam falar do Eu, não o compreendem.”

(Swami Prabhavananda - O Sermão da Montanha Segundo o Vedanta - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 122)

domingo, 11 de outubro de 2015

COMO AMAR?


“Não basta observar o mandamento: “Não matarás!” Mesmo o pensamento de matar, de odiar, é tão mortal quanto o próprio ato. Podemos achar que não importa o que pensemos, desde que ajamos corretamente. Mas, quando chega a hora da provação, acabamos por trair-nos, porque os pensamentos controlam os atos. Na hora da provação, se nossas mentes estão cheias de ódio, esse ódio se traduzirá em atos de violência, de destruição, de morte. Postar-nos no púlpito e falarmos sobre o amor não nos ajudará; não acabará com a guerra e com a crueldade – se faltar amor em nossos corações. O amor não virá a nós simplesmente porque dizemos que o possuímos, ou porque procuramos impressionar os outros com a doçura aparente de nossas naturezas. Ele ocorrerá somente quando tivermos controlado interiormente nossas paixões e tivermos dominado nosso ego. Então o amor divino crescerá em nós e, com ele, o amor aos nossos semelhantes. Mas o amor de Deus conquista-se com a autodisciplina, que deixamos de pôr em prática. Esquecemo-nos da finalidade da vida: a percepção e a visão de Deus. Esta é a nossa real dificuldade e é por isso que, quando Jesus nos pede que amemos nossos inimigos, somos incapazes de obedecer-lhe, mesmo que o queiramos. Não sabemos como fazer.
Não podemos amar a Deus e odiar nosso próximo. Se, de fato, amamos a Deus, nós o encontraremos em todos; assim, como podemos odiar alguém? Se prejudicamos alguém, prejudicamos a nós próprios; se ajudamos alguém, ajudamos a nós próprios. Todos os sentimentos de separação, de exclusivismo e de ódio não são apenas moralmente errados – são também ignorância, porque negam a existência da Divindade onipotente.”
(Swami Prabhavananda – O Sermão da Montanha segundo o Vedanta)

sábado, 3 de outubro de 2015

PERDOAR


"Enquanto não nos firmamos na virtude do perdão, não alcançaremos pureza de coração que nos propicia a visão de Deus. A prática do perdão é, pois, de importância fundamental para o aspirante à espiritualidade. No Sermão da Montanha, como vimos, Cristo insiste repetidamente nesta prática. Ele ensina a clemência, a reconciliação e o perdão das dívidas. Mas, além do Sermão, os Evangelhos registram muitos exemplos em que Cristo prega o perdão, tanto preceituando como dando ele próprio o exemplo. Quando Pedro lhe perguntou: 'Senhor, quantas vezes meu irmão pode pecar contra mim, e eu devo perdoá-lo? Até sete vezes?' Respondeu Cristo: 'Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.'Enquanto não nos firmamos na virtude do perdão, não alcançaremos pureza de coração que nos propicia a visão de Deus. A prática do perdão é, pois, de importância fundamental para o aspirante à espiritualidade. No Sermão da Montanha, como vimos, Cristo insiste repetidamente nesta prática. Ele ensina a clemência, a reconciliação e o perdão das dívidas. Mas, além do Sermão, os Evangelhos registram muitos exemplos em que Cristo prega o perdão, tanto preceituando como dando ele próprio o exemplo. Quando Pedro lhe perguntou: 'Senhor, quantas vezes meu irmão pode pecar contra mim, e eu devo perdoá-lo? Até sete vezes?' Respondeu Cristo: 'Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.'” 
(Swami Prabhavananda - O Sermão da Montanha Segundo o Vedanta - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 105/106)


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O PECADO


“Qual a diferença entre o homem e Deus? O homem, se você o ferir apenas uma vez, esquecerá toda a bondade anterior que você lhe fez e se lembrará sempre da única vez em que você falhou. Mas, se você se esquecer de Deus e pecar contra ele centenas de vezes, ainda assim ele olvidará todas as faltas e se lembrará das poucas vezes em que você rezou a ele com sinceridade. O pecado existe apenas nos olhos no homem. Deus não olha para os pecados do homem.”
(Swami Prabhavananda – O Sermão da Montanha segundo o Vedanta – p. 28)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

ILUSÃO



“Os conquistadores que se empenham em serem senhores do mundo pela força e pelas armas jamais herdam outra coisa além de ansiedades, aborrecimentos e dores de cabeça. Os avarentos que acumulam riquezas enormes, não fazem mais do que acorrentarem-se ao ouro – jamais o possuem realmente. Mas o homem que abandona o sentimento de apego prova as vantagens que os bens proporcionam, sem a angústia que a posse acarreta.”
(Swami Prabhavananda – O Sermão da Montanha segundo o Vedanta)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A DIFERENÇA ENTRE O HOMEM E DEUS



“Qual a diferença entre o homem e Deus? O homem, se você o ferir apenas uma vez, esquecerá toda a bondade anterior que você lhe fez e se lembrará sempre da única vez em que você falhou. Mas, se você se esquecer de Deus e pecar contra ele centenas de vezes, ainda assim ele olvidará todas as faltas e se lembrará das poucas vezes em que você rezou a ele com sinceridade. O pecado existe apenas nos olhos no homem. Deus não olha para os pecados do homem.”
(Swami Prabhavananda – O Sermão da Montanha segundo o Vedanta)