terça-feira, 13 de outubro de 2015

ALTRUÍSMO


“À medida que o homem verdadeiramente espiritual dá a quem quer que necessite, ele se esvazia apenas para ser recarregado na Fonte inesgotável dentro dele mesmo; ele não é uma poça de estagnação mas uma fresca nascente de águas cristalinas, que revigora a todos os que estão em volta.”
(N. Sri Ram, Pensamentos para aspirantes ao caminho espiritual, pg. 108)

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

DISCERNIMENTO



“Agir, e agir sabiamente quando chegar o tempo de ação, esperar, e esperar pacientemente, quando for tempo para repouso, põe o homem em harmonia com os altos e baixos das marés (da vida), e deste modo, tendo a lei e a Natureza como respaldo, e a verdade e a caridade como faróis luminosos a lhe indicarem o caminho, ele poderá realizar maravilhas.”
(H. P. Blavatsky, Ocultismo Prático)

domingo, 11 de outubro de 2015

COMO AMAR?


“Não basta observar o mandamento: “Não matarás!” Mesmo o pensamento de matar, de odiar, é tão mortal quanto o próprio ato. Podemos achar que não importa o que pensemos, desde que ajamos corretamente. Mas, quando chega a hora da provação, acabamos por trair-nos, porque os pensamentos controlam os atos. Na hora da provação, se nossas mentes estão cheias de ódio, esse ódio se traduzirá em atos de violência, de destruição, de morte. Postar-nos no púlpito e falarmos sobre o amor não nos ajudará; não acabará com a guerra e com a crueldade – se faltar amor em nossos corações. O amor não virá a nós simplesmente porque dizemos que o possuímos, ou porque procuramos impressionar os outros com a doçura aparente de nossas naturezas. Ele ocorrerá somente quando tivermos controlado interiormente nossas paixões e tivermos dominado nosso ego. Então o amor divino crescerá em nós e, com ele, o amor aos nossos semelhantes. Mas o amor de Deus conquista-se com a autodisciplina, que deixamos de pôr em prática. Esquecemo-nos da finalidade da vida: a percepção e a visão de Deus. Esta é a nossa real dificuldade e é por isso que, quando Jesus nos pede que amemos nossos inimigos, somos incapazes de obedecer-lhe, mesmo que o queiramos. Não sabemos como fazer.
Não podemos amar a Deus e odiar nosso próximo. Se, de fato, amamos a Deus, nós o encontraremos em todos; assim, como podemos odiar alguém? Se prejudicamos alguém, prejudicamos a nós próprios; se ajudamos alguém, ajudamos a nós próprios. Todos os sentimentos de separação, de exclusivismo e de ódio não são apenas moralmente errados – são também ignorância, porque negam a existência da Divindade onipotente.”
(Swami Prabhavananda – O Sermão da Montanha segundo o Vedanta)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

OSVALDO CONDÉ EM CURITIBA -

OSVALDO CONDÉ EM CURITIBA - GET ÁGUA VERDE E ESPAÇO ALQUIMIA DO SER
DE 02 A 04 DE OUTUBRO DE 2015



A IGNORÂNCIA


“Era uma vez um arquipélago em mar bonito e largo soprado de ventos suaves e de atmosfera sempre limpa. Nunca se vira nele um tufão.
Naquele mar, sempre a tranquilidade. Na alma de cada ilha, e entre as ilhas, a paz não existia. Ao contrário, eram vaidosas e estavam sempre competindo.
Dizia uma:
- É nas minhas águas que os pescadores acham as pérolas mais valiosos para enfeitar o colo das princesas.
A outra retrucava:
- Esqueces que é nas minhas praias que os poetas do reino, enamorados, compõem os mais belos cânticos. Fazem canções que amenizam os sofrimentos do povo pobre e também dão encanto aos sonhos de amor das princesas.
Uma terceira interferia:
- Onde é que os pescador acham alimento? É nas minhas águas que apanham peixes, tartarugas, camarões... É de mim que retiram o sustento dos filhos. O que sobra vão vender no mercado.
Passaram-se, dias, meses, anos, séculos... Sempre a paz no mar. Sempre a rixa no arquipélago.
Numa tarde, de repente, uma das ilhas começou a sacudir-se e, em poucos minutos, agitada em agonia vulcânica. Desfazendo-se ruidosamente, desapareceu sob as águas.
Enquanto isso, as outras, ainda estupidamente rivais, embora aparentando compaixão, para si mesma diziam: 
- Antes ela do que eu.
Demorou um pouco. Também foram atingidas pela comoção da plataforma, foram igualmente tragadas pelo fogo e pelo mar. 
De si mesma e das outras, cada ilhazinha conhecia apenas o que ficava acima da água. Ignoravam que, no fundo, eram uma só. Ignorantes, não percebiam que o mal ou o bem não atingiria uma sem atingir as outras. Por isso eram orgulhosas, estúpidas e rivais.
Cada homem é uma ilhazinha ignorante no arquipélago da humanidade.”
(Hermógenes – Mergulho na paz, pg. 153/4)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A LEI DA CAUSA E EFEITO


"Por que é que muitos dos nossos desejos não são atendidos e que numerosos filhos de Deus sofrem intensamente? Deus, com sua divina imparcialidade, não poderia fazer alguns de Seus filhos melhores que os outros. Ele fez, originalmente, todas as almas iguais, e à Sua imagem. Elas receberam, também, os maiores dons de Deus: livre-arbítrio e o poder de raciocinar e agir segundo a razão.
Em algum ponto, em algum momento no passado, [elas] violaram as diversas leis de Deus e produziram, consequentemente, resultados consoante as leis. (...)
O homem usou mal essa independência que Deus lhe deu e, desse modo, trouxe a si próprio a ignorância, o sofrimento físico, a morte prematura e outros males. Ele colheu o que semeia. A lei de causa e efeito [carma] aplica-se a todas as vidas."
(Paramahansa Yogananda – No Santuário da Alma - Self-Realization Fellowship - p. 12)

domingo, 4 de outubro de 2015

DOU A VIDA POR UMA ALMA SINCERA



"Dou a vida por uma alma sincera, mas fico longe das falsas. Nunca sou insincero com ninguém, e é assim que devemos viver no mundo. Precisamos ser corajosos, sinceros e não procurar apenas a companhia das pessoas a quem podemos inspirar, mas também das que nos podem servir de inspiração. Quando somos fortes, podemos ajudar os maus. Mas não tente ajudá-los enquanto você mesmo não estiver mais forte. Do contrário, a companhia dessas pessoas o deixará mais fraco. Muitos dos que tentam reformar os outros acabam sendo contaminados pelo mal.”
( Paramahansa Yogananda - O Romance com Deus - Self-Realization Fellowship - p. 114/115)

sábado, 3 de outubro de 2015

PERDOAR


"Enquanto não nos firmamos na virtude do perdão, não alcançaremos pureza de coração que nos propicia a visão de Deus. A prática do perdão é, pois, de importância fundamental para o aspirante à espiritualidade. No Sermão da Montanha, como vimos, Cristo insiste repetidamente nesta prática. Ele ensina a clemência, a reconciliação e o perdão das dívidas. Mas, além do Sermão, os Evangelhos registram muitos exemplos em que Cristo prega o perdão, tanto preceituando como dando ele próprio o exemplo. Quando Pedro lhe perguntou: 'Senhor, quantas vezes meu irmão pode pecar contra mim, e eu devo perdoá-lo? Até sete vezes?' Respondeu Cristo: 'Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.'Enquanto não nos firmamos na virtude do perdão, não alcançaremos pureza de coração que nos propicia a visão de Deus. A prática do perdão é, pois, de importância fundamental para o aspirante à espiritualidade. No Sermão da Montanha, como vimos, Cristo insiste repetidamente nesta prática. Ele ensina a clemência, a reconciliação e o perdão das dívidas. Mas, além do Sermão, os Evangelhos registram muitos exemplos em que Cristo prega o perdão, tanto preceituando como dando ele próprio o exemplo. Quando Pedro lhe perguntou: 'Senhor, quantas vezes meu irmão pode pecar contra mim, e eu devo perdoá-lo? Até sete vezes?' Respondeu Cristo: 'Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.'” 
(Swami Prabhavananda - O Sermão da Montanha Segundo o Vedanta - Ed. Pensamento, São Paulo - p. 105/106)


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

AFETIVIDADE



“Ao meu ver, criamos uma sociedade em que as pessoas acham cada
vez mais difícil demonstrar um mínimo de afeto aos outros. Em vez da noção de comunidade e da sensação de fazer parte de um grupo, uma característica que achamos tão reconfortante nas sociedades menos afluentes, encontramos um alto grau de solidão e perda de laços afetivos. Apesar de milhares de pessoas viverem em grande proximidade, parece que muita gente, principalmente os velhos, não tem com quem falar, a não ser com seus bichos de estimação.”
(Dala-Lama, O Caminho da Tranquilidade, Ed. Sextante)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

CONHECIMENTO


“O conhecimento aumenta na proporção de seu uso - isto é, quanto mais ensinamos mais aprendemos. Portanto, Buscador da Verdade, com a fé de uma criancinha e a vontade de um Iniciado, compartilha daquilo que tens com aquele que nada possui para confortá-lo em sua jornada.”
(H. P. Blsvatsky, Ocultismo Prático, Ed.Teosófica, pg. 43)