sexta-feira, 30 de setembro de 2016

EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES




"À medida que estudamos mais o Universo, descobrimos que suas variedades diferem em idade. (...) Este mundo não veio à luz em sua condição atual através de uma única palavra criadora. Brâhma criou o mundo lenta e gradualmente em prolongada meditação. As formas de vida vieram umas após outras. As sementes de vida foram semeadas umas após outras. Se olharmos para qualquer Universo em qualquer tempo dado, descobrimos que a variedade daquele Universo tem o Tempo como fator principal. A idade da semente em desenvolvimento assinala o estágio em que esta semente apareceu. Em um Universo, em um único e mesmo tempo, há sementes de várias idades e vários estágios de desenvolvimento. Há sementes mais jovens que os minerais, perfazendo o que chamamos de reinos elementais. As sementes em evolução chamadas de reino mineral são mais velhas que aquelas. As sementes que evoluem como reino vegetal são mais velhas que as dos minerais, isto é, elas têm um passado evolutivo mais longo atrás de si; os animais são sementes com um passado ainda mais longo, e as sementes que chamamos de humanidade têm o passado mais longo de todos estes." 

(Annie Besant, Dharma, Três palestras proferidas na 8ª Convenção Anual da Seção Indiana da Sociedade Teosófica, ocorrida em Varanasi (Benares), em 26, 27 e 28 de outubro de 1898, The Theosophical Publishing Society, 161 New Bond Street, W. London, p. 6/7)

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A RODA DA BOA LEI


“A roda da Boa Lei gira rapidamente. Noite e dia mói, separando o joio do trigo dourado e a casca da farinha. A mão do Karma guia a roda; as rotações marcam o bater do coração kármico.
O verdadeiro conhecimento é a farinha, a falsa erudição é a casca. Se queres comer o pão da Sabedoria, tens de amassar a tua farinha com as águas límpidas de Amrita (a imortalidade). Mas se amassas cascas com o orvalho de Mᾱyᾱ (ilusão), só podes criar alimento para as pombas negras da morte, as aves do nascimento, da decadência e da tristeza.”

(H. P. Blavatsky, A Voz do Silêncio, Editora Teosófica, p. 145/146)

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

ILUSÃO


         
“Quando o Sol desponta acima da linha do horizonte, Ravi desce do caminho estreito que leva ao riacho para se banhar e dar início às meditações do dia. Enquanto se lava ele canta os mantras que aprendeu com seu guru. O som da água da folhagem e dos pássaros se fundem com seu canto e ele está em paz.
Ao sair do riacho sua paz é subitamente quebrada. No primeiro passo fora d’água ele pisa sobre um corpo frio e roliço. Seu coração dispara e ele espera da cobra uma picada fatal. Ele retira rapidamente o pé, olha para o chão e percebe que pisara em um pedaço de corda velha e molhada. A tranquilidade volta aos poucos e ele se sente envergonhado, pois fora enganado por maya, a ilusão.
Assim como Ravi, estamos todos submetidos à ilusão. Ela está presente em toda a parte, nos envolve em níveis diversos e nos induz a variados erros."

(Guilherme Santos Silva, Relatividade e Ilusão, Revista Sophia, Ano 2, Nº 5, p. 32)

terça-feira, 27 de setembro de 2016

CONVITE A NÃO-VIOLÊNCIA


“O mundo e cada pessoa estão carentes de compreensão, cordialidade, ternura, caridade, amparo, compaixão, amor...
Sem que nos dediquemos a oferecer tais coisas aos demais, não adiantarão as passeatas, os slogans, as campanhas contra a violência.
A violência, que é ódio, só será suprimida com a doação de amor.
Violência é brutalidade. Temos que cultivar a sabedoria.
Violência é fruto do egoísmo. Devemos promover o altruísmo.
Violência é insanidade. Se queremos a não-violência, melhoremos o nosso estado de saúde.
Violência é obscurantismo. Cultivemos e cultuemos a Luz.
Violência é paixão. Sejamos compassivos.
Melhor do que, firme e veementemente, lutarmos contra a violência, é aceitarmos um gentil convite à simpatia, à lucidez, à bondade, à complacência, à cordialidade, ao amor...”

(Hermógenes, Deus investe em você, Editora Nova Era, 1995, p. 185)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

PENSAMENTOS


       “Interrompei-vos subitamente durante o dia e observai os vossos pensamentos nessa ocasião; o mais provável é descobrirdes que não pensáveis em coisa nenhuma – muito frequente – ou então pensáveis de modo tão vago que a impressão recebida pelo princípio mental que em vós existe seria quase nula. Quando tiverdes feito esta experiência várias vezes, o que vos ajudará a obter uma consciência cada vez mais nítida acerca de vós mesmo, principiai então a analisar os pensamentos que se acham na vossa consciência e procurai a diferença entre a sua condição à entrada e saída, isto é, o que vos haveis acrescentado a esses pensamentos durante a sua estada na vossa consciência. A vossa mentalidade tornar-se-á assim realmente ativa e começará a exercer o seu poder criador.”

(Annie Besant, O Homem e o seus corpos, Editora Pensamento, 1993, p.90/91)

domingo, 25 de setembro de 2016

ATUANDO COMO CANAIS PARA O DIVINO


   “Este é o primeiro grande passo. Para dá-lo, há um segredo que precisamos lembrar: devemos realizar tudo como se o Grande Poder o estivesse realizando através de nós. É aquilo que é chamado no Gita de ‘inação em meio a ação.’ Para aqueles no mundo que desejam tornar-se verdadeiramente espiritualizados, é este o pensamento que deve estar por trás de todo o seu trabalho. Qual deveria ser a motivação no coração do advogado ou do juiz se eles aprendessem o segredo do espírito em assuntos comuns da vida? Eles precisam considerar-se simplesmente como encarnações da Justiça Divina. Até mesmo em meio à lei como a conhecemos, com suas imperfeições e erros, é a Justiça de Deus tentando fazer-se suprema na Terra. Aqueles que desejam ser espirituais na profissão da lei, devem sempre ter no centro de seu pensamento ‘eu sou a mão divina da Justiça no mundo, e como tal sigo a lei.’"

(Annie Besant, A Vida Espiritual, Editora Teosófica, 1992, p.106)

sábado, 24 de setembro de 2016

AQUIETANDO-SE NATURALMENTE



“’Como posso controlar a minha mente?’ Os interessados na vida espiritual em algum momento fazem essa pergunta. A constante atividade mental é cansativa, obstrui a reflexão e não dá espaço para que, nos momentos de calma, surjam percepções profundas. Somente uma mente pacífica parece refletir a essência da vida, assim como as águas de um lago devem estar calmas e claras para refletir o céu.(...)
A mente aquieta-se quando o foco de sua atenção passa do pessoal para o impessoal, do trivial e superficial para o real e significativo. O estado de quietude torna-se natural quando pensamos em termos da natureza universal da experiência – dor, alegria, luta e assim por diante - , porque o foco muda. Helena Blavatsky aconselhou aos estudantes de espiritualidade a se demorarem nas verdades universais. À medida que o foco muda, o interesse também muda."

(Radha Burnier, Aquietando-se naturalmente, Revista Sophia, Ano 9, Nº 33, p. 41)

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

PALESTRA PÚBLICA - SÁBADOS COM OTÁVIO MARCHESINI

AJUSTES CÁRMICOS



“Observando em torno de nós a existência que levam homens e mulheres, não é exagero dizer que hoje, na maior parte dos casos, a vida encerra mais ‘mau’ carma do que ‘bom’, isto é, que há no conjunto mais de duro labor e pesares que trabalho agradável e alegria. No período atual da evolução humana há, no reservatório de forças acumuladas por nós, individualmente, mais forças para nos dar dor do que forças de prazer. Nosso débito é maior que o nosso crédito, porque, em nossas vidas precedentes, não procuramos ser guiados pela sabedoria e preferimos viver egoisticamente, preocupando-nos pouco com quem prejudicávamos com o nosso egoísmo. (…)
Quando o homem ‘colhe’, as suas forças cármicas são cuidadosamente ajustadas, de maneira que a ação recíproca do bem e do mal possa produzir, como resultado final, um acréscimo de bem, por menor que seja. (...)
Tal ajustamento é feito pelos Senhores do Carma, estas inteligências benfazejas que, no Plano do Logos, agem como árbitros do Carma. Eles não recompensam nem punem; limitam-se a ajustar a operação das forças do próprio homem, a fim de que o carma o ajude a dar um passo adiante na evolução.”

(C. Jinarajadasa - Fundamentos de Teosofia – Ed. Pensamento, Rio de Janeiro – p. 65)

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

SOMOS A SENDA



“Em certo sentido, somos já perfeitos e divinos nesse exato momento. Nosso verdadeiro Eu, nosso verdadeiro Ser não é o fugaz e sempre mutável vislumbre que chamamos presente, senão que abarca todo o nosso passado e todo o nosso futuro. É o completo existir com todo o seu ciclo de evolução nele contido. Assim é que somos tanto homens primitivos quanto homens perfeitos; e aquilo por que nos esforçamos, em realidade, já é nosso; o segredo da evolução consiste em nos tornarmos o que somos. Somente assim podemos compreender o significado de outras máximas ocultistas, como a de que ‘nós mesmos devemos nos tornar a Senda’. Isso é completa verdade e, contudo, só a compreendemos quando em nossa consciência como Egos consideramos a meta, o desígnio de perfeição, a conquista do Adeptado, não como algo estranho e muito distante, do qual temos de nos aproximar de fora, mas como nossa divindade interior, nosso próprio Ser mais íntimo.”

(J. J. Van Der Leeuw, Deuses no Exílio, Editora Teosófica, 2013, p. 50/51)