segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A VERDADEIRA ORAÇÃO


“A cultura espiritual é alcançada através da concentração, e esta tem que ser continuada diariamente e exercitada a cada momento. A meditação já foi definida como ‘a cessação do pensamento ativo externo.’ A concentração é a orientação de toda a vida para um determinado fim. Por exemplo, uma mãe devotada é aquela que considera antes e sobretudo os interesses dos seus filhos em todos os seus aspectos; e não aquela que se senta para pensar fixamente todo o dia apenas em um destes aspectos. O pensamento tem o poder de se autorreproduzir, e quando a mente é mantida firmemente em uma ideia, ela se torna colorida por essa ideia, e, como pode-se dizer, todos os correlatos daquele pensamento surgem dentro da mente. É a partir daí que o místico obtém conhecimento acerca de qualquer objeto no qual ele pense constantemente em fixa contemplação.”

(H. P. Blavatsky, Ocultismo Prático, Editora Teosófica, 2006, p.66/70)

domingo, 30 de outubro de 2016

A REVELAÇÃO DE BRAHMAN

       

“O Upanixade Kena diz que a chegada de Brahman é como um ‘piscar de olho’. A revelação de Brahman é instantânea, tão súbita e rápida como um piscar de olho. A experiência de Brahman é momentânea, mas esse momento tem a riqueza de uma Eternidade. Brahman ou Realidade pode ser experienciado de momento a momento. Qualquer desejo de estender o momento significaria trazer a percepção de Brahman para o processo do tempo. Mas como pode o Transcendente ser percebido na região do Tempo? Somente no momento atemporal é que Brahman pode ser conhecido. Isso significa que para a experiência de Brahman precisamos descartar viver no processo do tempo? As atividades do dia a dia do homem precisam estar no processo do tempo. Mas aquele que obteve um vislumbre momentâneo de Brahman no momento atemporal retorna ao processo do tempo com um sentido de êxtase. Ele preenche o processo do tempo com esse êxtase. Ele não é mais a mesma pessoa. Ele traz para o processo do tempo a fragrância do Atemporal. Embora Brahman chegue como um flash de luz, tal é o brilho desse flash que ilumina toda a existência do homem. (...)
Somente quando a consciência humana está repleta de amor é que ela experiência a chegada de Brahman.”

(Rohit Mehta, O chamado dos Upanixades, Editora Teosófica, 2003, p. 48.)

sábado, 29 de outubro de 2016

DISCERNIMENTO


"Procura verificar o que vale a pena ser feito; e lembra-te que não deves julgar as coisas por sua grandeza aparente. Uma pequena coisa, que seja diretamente útil à obra do Mestre, vale muito mais a pena ser feita do que uma grande coisa que o mundo considere boa. Precisas distinguir não somente o útil do inútil, mas ainda o mais útil do menos útil. Alimentar os pobres é uma obra boa, nobre e útil; porém alimentar suas almas é ainda mais nobre e mais útil do que alimentar seus corpos. Qualquer homem rico pode alimentar o corpo, mas somente aqueles que sabem podem alimentar a alma. Se tu sabes, é teu dever auxiliar outros a saber."

(Krishnamurti, Aos Pés do Mestre, Ed. Teosófica, pg. 28)

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O RITMO DE VIDA



"O processo da criação consiste em que Deus se limita a Si mesmo, circunscreve dentro do Universo Sua infinita Presença, e a unidade da divina bem-aventurança se diversifica em múltiplas manifestações, esquecidas de sua origem divina, não há nada sem Deus. A pedra, a planta (o vegetal), o animal, o homem mesmo são essencialmente divinos, porém, em Sua criação, Deus se esquece de Si mesmo, o homem não conhece sua divina natureza durante as primeiras etapas de sua evolução. Somente depois de muitas vidas na matéria, nas quais sua atenção se dirigiu para o mundo exterior, o homem redescobre seu Eu divino, seu verdadeiro ser e empreende a senda de volta para Deus. Vemos então que o final da evolução humana é a unidade ou harmonia com Deus, o yoga do hinduísmo, o nirvana do budismo e a união mística do cristão."

(J. J. Van Der Leeuw, O Fogo Criador , Ed. Pensamento, pg. 16)


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

BHAGAVAD GITA



“O Bhagavad Gita é amplamente aceito como uma das grandes escrituras da humanidade. Ele contém um apelo universal. Trata da reorganização construtiva da vida, e explica como um homem deve cumprir seus afazeres e ao mesmo tempo compreender seu destino espiritual.(...)
O Bhagavad Gita ensina que devemos ‘nivelar’ a mente; devemos encarar do mesmo modo tanto as circunstâncias favoráveis quanto as desfavoráveis. Prazer e dor, ganho e perda, honra e desonra devem ser vistos de modo semelhante. Isso pode ser alcançado com o controle dos desejos, da ira e da ganância, que são os três portais para o inferno.”

(R. K. Langar, Uma fonte perene de inspiração espiritual Bhagavad Gita, Revista Sophia, Ano 2, Nº 5, p. 43)


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

NOVOS MEMBROS DA SOCIEDADE TEOSÓFICA - GRUPO DE ESTUDOS TEOSÓFICOS ÁGUA VERDE












TRANSFORMAÇÃO INTERIOR E EXTERIOR

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“Começar uma guerra, ou responder à violência, para assegurar a paz, pode paralisar os acontecimentos durante um curto espaço de tempo fazendo-os submergir; contudo, eventualmente, eles emergirão mais uma vez, até mesmo com muito mais força. Tal como a sociedade condena os ladrões que arrombam as casas, da mesma maneira, invasões unilaterais e agressivas a outros países também violam a soberania dessas nações. Uma guerra afeta a todos, em todos níveis; físico, emocional e mental, e produz uma reação oposta contra o perpetrador; a lei de causa se efeito é esgotada num jogo mortal onde não há vencedores. e onde é posto em ação um ciclo infinito de agressão e retaliação. O controle sobre os eventos mundiais parece ter-se perdido, e para evitar um holocausto global precisamos urgentemente dar um basta a esses ciclos de agressão.”

(Susan Kaschula, Transformação interior - transformação exterior, Revista Theosophia, julho/agosto/dezembro 2016, pg.48)

PALESTRA PÚBLICA: O GOVERNO INTERNO DO MUNDO

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terça-feira, 25 de outubro de 2016

O MEDO


“Que é o medo? Só pode existir medo em relação a alguma coisa, nunca no isolamento. Como posso ter medo da morte, como posso ter medo de uma coisa que não conheço? Só posso ter medo do que conheço. Quando digo que temo a morte, estarei realmente com medo do desconhecido, que é a morte, ou estarei com medo de perder as coisas que conheço? Não tenho medo da morte e sim de perder a associação com as coisas que me pertencem. Meu medo está sempre em relação com o conhecido, não com o desconhecido.”

(J. Krishnamurti, A Primeira e Última Liberdade, Cultrix, pg. 72)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A TERRA SEM CAMINHOS


      “Krishnamurti disse que a verdade é uma terra sem caminhos. Parece também dizer que o caminho para a terra da verdade é um caminho sem trilhas. Não há paradoxos nessas duas concepções, porque o único caminho para a verdade é a prática da própria verdade, assim como o único caminho para a liberdade é a liberdade, e o único caminho para o amor é o amor. Para a verdade, o amor ou a liberdade, nada pode substituir o caminho.(...)
Colocando a ideia em termos teosóficos, todas as nossas experiências são como se fossem enviadas direta e especificamente das mãos de Deus. Se reconhecermos e alegremente aceitarmos o fato de que em todas as coisas, o tempo inteiro, estamos lidando diretamente com Deus, deixaremos de insultá-Lo com orações que são apenas súplicas. Começaremos a ter a força e a paz que surgem ao descobrirmos que o mais elevado e o mais próximo são a mesma coisa.”

(Ernest Wood, A Terra sem Caminhos, Revista Sophia, Ano 6, Nº 24, p. 26/27)